domingo, 12 de janeiro de 2014

Fanfic Love Me Like You Do- Primeiro Capítulo Da Segunda temporada

   Justin P.O.V
- O senhor já pode vir.- Assinto e me levanto, ele me leva pra me limpar e desinfectar e pôr uma roupa apropriada, me da uma mascara e entramos pelas portas duplas, a equipe estava organizada em volta dela, ela se encontrava deitada, de olhos fechados. Vou até ela e fico ao seu lado, pego em sua mão
-Vai dar tudo bem.- Sussurro e beijo sua testa. Eles já começavam a cirurgia, seguro sua mão atentamente, não querendo olhar o procedimento. Meu coração se encontrava acelerado, poderia ter um ataque cardíaco com esse nervosismo, fico ali. Impassível, cuidando dela, a acompanhando e fazendo minhas orações silenciosas, espero que corra tudo bem,peço a Deus pra protegê-las e não tirá-las de mim. Fecho os olhos e fico nisso durante minutos até que escuto algo que chama minha atenção, um chorinho rouco, era ela. Minha filha nasceu, minha pequena esta viva e bem. Abro os olhos e levanto meu olhar, eles a limpavam, assisto atentamente a virarem de cabeça pra baixo e cortarem seu cordão. Eles a enrolam e vem com ela até mim
- Quer segurá-la por um momento?
- Por favor.- Sussurro incapaz de falar mais algo, me entregam ela.

  A olho pela primeira vez, vários sentimentos confusos começam a me rondar nesse momento, amor, admiração, carinho. Ela é fruto do meu amor pela mulher da minha vida, ela é perfeita, a coisinha mais doce que já vi. Meus olhos lacrimejam, lagrimas descem e olho minha pequena, eu daria minha vida por ela, ela é adorável. Ela esta de olhos fechados, dormindo tranquila em meus braços e é uma emoção enorme, ela chora, e seus pequenos olhos azuis cor do mar ficam vermelhinhos, sua sobrancelha bem clara e pouco de cabelo, ela é grande e gordinha, tem a boca da mãe, eu já disse que ela é adorável? Beijo sua testa e a olho com admiração.- Eu te amo, eu te amo minha bebê.- Beijo sua testa novamente e em seguida a levam de mim.
- O senhor precisa sair. Temos que costurá-la e não pode ficar aqui
- Não quero deixá-las
- O senhor precisa. Ela ira para uma encubadora por algumas horas e a mãe terá o resto dos cuidados. Preciso que espere lá fora, é um caso delicado. Ela não pode mais ficar acompanhada
- Ok.- Beijo a testa da minha filha por uma última vez e a entrego.- Fique bem.- Sussurro me aproximando para beijar a testa da Natália
- Por favor senhor.- Pede mais uma vez, saio dali e troco de roupa em uma sala, me dirijo à sala de espera. Todos já estavam lá.
- Ela está bem?.- Pergunta o pai dela vindo até mim
- Sim, ela esta.- Dou um meio sorriso
- E a criança ?.- Pergunta sua mãe andando até mim
- Ela está bem, é uma garotinha adorável.- Sorrio bobo.
- Podemos vê-la ?
- Ela foi levara ao berçário, ficara na encubadora por algumas horas mas acho que pode ser vista pelo vidro. A Natália ainda está já cirurgia, estão finalizando
- Quero vê-la.- Diz sua mãe
- Parabéns filho.- Diz minha mãe sorrindo e vindo até mim me abraçando
- Obrigado mãe.- Retribuo o abraço.- Querem ver? Fica no corredor à direita pelo que sei. Lá a enfermeira pode dizer se pode vê-la
- Ok.- Falam todos em uníssono
- Licença, é algum parente da Natália Albuquerque?.- Me encara
- Sim. Sou o namorado dela, o que aconteceu?.- Pergunto me levantando
- Vou ser direto, quero que fique calmo. Nesse momento precisamos de calma. OK?.- Me olha cauteloso me deixando mais nervoso ainda
- Me diga logo o que ela tem, estou ficando nervoso.- Falo tentando me acalmar
- Ela sofreu uma hemorragia, perdeu bastante sangue durante o parto, algo que não esperávamos. Como foi feito com ela desacordada, ocorreu uma parada cardíaca, a reanimamos mas ela esta na UTI, seu estado é delicado. Não sabemos ao certo no que dará, ela precisa de uma doação. Se encontra fraca, isso a ajudaria nesse momento. A deixaria mais forte
- Não, não, não.- Falo nervoso.- Posso vê-la? Qual o tipo de sangue? Eu posso doar se for compatível, por favor me deixe vê-la.- Falo desesperado, meus olhos se enchem de agua, não posso perdê-la, eu não posso.
- Ela tem direito a apenas um acompanhante, caso seja o senhor, essa autorização precisa ser assinada. E o RH dela é B- senhor.
- Eu posso doar
- Tudo bem. Em vinte minutos mando uma enfermeira para colher seu sangue
- Ok.- Falo e em seguida ele sai dali
- Justin. Eu não estou me sentindo bem.- Fala ficando toda mole e fechando os olho, ela cai. Me levanto e a seguro.
- Brenda? Acorda.- Tento chamá-la, mas nada.
- O que aconteceu senhor?.- Uma enfermeira vem até nós
- Ela desmaiou, ela ficou nervosa e desmaiou. Eu não sei o que fazer.- Falo nervoso
- Precisamos levá-la.- Fala chamando alguns homens. Eles chegam e a pegam no colo
- Ela vai ficar bem?.- A encaro preocupado, ela estava roxa, aquilo era preocupante. Por quê ela desmaiou? Será quem tem algo na saúde que não sabemos?
- Ela vai ficar bem.- Fala saindo dali. Fico ali parado pensando, em tudo o que aconteceu. Hoje esta sendo uma noite e tanto. Logo vejo todos voltarem, eles me olham cautelosos.
- Filho. Aconteceu alguma coisa?.- Pergunta minha mãe
- Mãe, ela não esta bem. Ela teve uma parada cardíaca, esta na UTI. Ela precisa de sangue.- Falo com o desespero aparente
- O quê?.- O pai se altera.- Não, não é verdade. Não pode ser
- Mas é.- Murmuro triste.- Já me candidatei a doar o sangue, meu RH é universal e posso fazer isso. Só preciso que me autorizem a passar a noite com ela, posso? Preciso que assinem, preciso ficar aqui com elas.
- Só por hoje?.- Pergunta me encarando
- Sim. Podemos dividir, cada um de nós fica com ela. Mas me permitam ficar hoje? Preciso ficar ao lado dela, sinto que é o meu dever fazer isso. Ela esta aqui por minha causa, o minimo que poderia fazer é ficar aqui com ela.
- Tem certeza? Você pra doar sangue, ficara fraco rapaz
- Mais fraco do que longe dela e preocupado garanto que não fico.- Murmuro
- Tudo bem, fique essa noite. Amanha trocamos o turno.- Fala por fim
- Obrigado.- Sorrio sem alegria nos olhos. Ainda estou abalado, ela me preocupa, o estado dela me preocupa.
- Cadê a Brenda? Ela disse que viria pra cá
- Ela passou mal, teve um desmaio. Ficou muito nervosa com a notícia, a levaram pra dentro pra socorre-la..- Nisso que ele me escutou seu rosto ficou pálido e mexia suas pernas freneticamente
- Fique tranquilo, pode ter sido uma queda de pressão. Ela tem algum problema com isso?.- Pergunto olhando seus pais
- Não. Desse jeito não.- Fala sua mãe
- Vamos esperar pra ver.- Dou um meio sorriso
- Sim.- Sorri sem mostrar os dentes
[...]
- Boa noite, a autorização pra liberar o acompanhante.- Da os papéis aos pais da Natália, eles pegam e lêem, assinam.
- Meu filho, nós vamos descansar. Amanhã estaremos aqui cedo pra você poder ir dormir. Tenha uma boa noite.- Sorri
- Obrigado.- Sorrio.- Tenham uma boa noite também
- Obrigada, tem nosso número né ? Caso aconteça algo pra virmos mais cedo
- Sim, tenho.- Sorri
- Então nos ligue ok?
- Tudo bem
- Se cuida rapaz.- Diz o Clemir batendo em meu ombro
- Obrigado. Você também senhor.- Ele sorri e eles saem dali, sigo o medico até o quarto. Ele me deixa lá e sai, ela estava tão imóvel e dormindo tranquilamente, chego ate ela e pego sua mão. Eu fui o culpado por isso, não podia ter corrido com o carro naquele tempo, ela esta aqui por minha culpa.- Amor me desculpa? Me perdoa por isso?.- Me abaixo e beijo sua mão.- Fique bem? Eu não vejo minha vida sem você, não consigo fazer isso sem você. Por favor volta pra mim.- Choro, eu estava segurando isso. Essa cena, dela tão indefesa é difícil, ela sempre foi tão saudável, forte, decidida. Não consigo vê-la nessa cama sem abrir os olhos, sem compartilhar do momento maravilhoso da nossa vida comigo.

     Natália P.O.V
  Abro os olhos meio desnorteada, onde estou? Esse lugar é claro demais, não me parece militar. Como vim parar aqui? Quem me trouxe?
- Bom dia.- Aparece um garoto loiro, ele é bem bonito, ele me olhava. Mas quem é ele? Será que é um dos funcionários desse lugar? Mas por quê ele não usa jalecos brancos como os outros?.- Você está bem? Eu senti tanto sua falta, estava preocupado.- Beija minha mão me fazendo recuar um pouco. Quem é ele?.- O que houve?.- Me olha
- Quem é você ?.- Pergunto me afastando dele
- Não lembra de mim?
- Não. Quem é você ?
- Eu sou seu namorado, pai da sua filha. Você está aqui porque sofremos um acidente, você teve uma cesariana de risco. Não se lembra? Não se lembra de mim?
- Não. Você não é, se fosse eu me lembraria e não tenho uma filha muito menos com você.- O encaro de cima abaixo.- Pra mim eu já tinha te respondido sua pergunta
- Sim, nós temos. E não me olhe assim, ela é tão linda, tão parecida com você. Eu não inventaria isso, acha que por quê eu estaria aqui dentro com você?
- Olho pra você do jeito que eu achar melhor.- Dou de ombros.- E eu vou saber o que veio fazer aqui? Pode ser um maluco
- Por favor não me trate assim.- Sussurra e olha pra suas mãos.- Eu estive tão preocupado, queria que se lembrasse. Eu não estou mentindo, não consegue ver?
- Não consigo ver o que?.- Reviro os olhos
- Que estou dizendo a verdade. Por que esta tão fria? Você não é assim
- Então esse será o meu novo eu.- Da de ombros.- Não me conheço e bom, posso mudar já que não lembro como eu era
- Você vai lembrar. Só não quero que me trate assim, faria tudo por você, passei a noite aqui do seu lado na esperança de te ver acordada e bem, dei meu sangue pra você melhorar. Se não lembra seu passado, tente ser mais cordial. Já estou me sentindo culpado demais, não precisa ser tão dura
- Tudo bem.- Respiro fundo.- Me responde uma coisa ?.- Pergunto o encarando
- OK. Pode perguntar.
- Me diga sobre mim.- Murmuro
- Tudo bem.- Da um meio sorriso.- Vou começar pelo seu nome. Não se lembra dele?
- Não.- Balanço a cabeça negativamente
- Então, seu nome é Natália Albuquerque. Você mora com seus pais e sua irmã adotiva. Nos conhecemos em uma viagem que você fez com sua amiga,a Brenda. Depois disso começamos a ficar e namorar, com um mês de namoro descobrimos da Sophie, estamos firmes desde então, você não mora mais com seus pais e sim comigo em Calabasas. Você é brasileira e vive com sua familia no Rio, você sempre foi alegre e não posso mentir.- Ri.- As vezes bem chata, mas isso não muda o que sinto por voce. Ontem pela madrugada você entrou em trabalho de parto, saí da casa que estamos passando as férias as pressas com você, chovia muito e sofremos um acidente, você teve um parto complicado, foi desacordada e teve hemorragias. Por isso está aqui, nossa filha de chama Sophie e eu queria muito que se lembrasse de nós
- Só com apenas um mês de namoro? Eu era piranha?.- Pergunto engolindo seco
- Não, você não era. Você perdeu sua virgindade comigo então não era.
- Tudo bem.- Respiro aliviada.- Tenho quantos anos?
- 16.- Da um meio sorriso
- Só tenho isso? E já tive filha?.- Pergunto espantada.- Eu posso vê-la ?
- Sim, tem.- Sorri.- Vou buscá-la, espera um momento?
- Tudo bem
- Já volto.- Se levanta e sai dali... Fico esperando uns minutos, vejo a porta se abrir e ele entrar com uma menininha embrulhada nos braços. Chega até mim e me encara.- Quer pegá-la?
- Quero.- Dou um meio sorriso
- Toma.- Sorri e me a me dá com cuidado
- Ela não parece comigo.- Analiso seu rosto
- Ela tem seus olhos.- Sorri
- A boca parece ser sua.- Olho para a boca dela e em seguida olho para a boca dele logo desviando o olhar
- É.- Sorri.- Olha o jeitinho dela, ela lembra você. - Beija sua cabeça.
- Isso já não posso afirmar.- Ri
- Eu sim.- Ri pelo nariz.- Nós temos que registra-la quando sairmos daqui.- Fala alisando sua cabeça e a olhando de um modo tão terno, ele não está mentindo, ele parece amá-la.
- Tudo bem.- Dou um meio sorriso
- Então, me diga. Ainda acha que não tem uma filha?
- Eu ainda não sei, isso é tão confuso pra mim
- Não sentiu nada ao pegá-la?
- Sim
- Pode dizer o que sentiu?
- Posso. A sensação foi bom, senti que estava a protegendo, é uma sensação nova mais boa ao mesmo tempo
- E está.- Sorri.- Nós vamos protegê-la, juntos.
- Juntos?.- Pergunto com receio
- Sim. Vou te ajudar a lembrar, tudo vai voltar ai normal
- Eu pretendo voltar com os meia pais é...- Pergunto tentando lembrar seu nome
- Justin.- Me corrige.- Eu não vou ficar longe da minha filha, estarei por perto.
- Irá morar no Brasil ?.- Pergunto o encarando
- Não, só ficarei por lá até você recuperar a memória e quando eu não tiver shows
- Shows? Como assim?.- Pergunto desentendida
- Esqueci desse detalhe. Sou cantor, mundialmente famoso. Você era uma das minhas fãs antes de me conhecer.- Ri pelo nariz
- Você e cantor e é mundialmente conhecido?.- Pergunto espantada.- Como nos conhecemos? No seu show?
- Sim, sou.- Ri.- E não, nos conhecemos em uma boate em Orlando
- Eu tinha idade pra isso?.- Ri
- Você usava identidades falsas.- Ri
- Sério isso?.- Ri
- Sim, você mesma me disse. No dia em que nos conhecemos.
- Meu Deus! E você ainda lembra disso? Era pra ter esquecido
- Me lembro de cada coisa que você já me disse
- O que mais eu te disse?
- Ai tanta coisa.- Ri.- Mas uma das coisas que nunca vou esquecer foi quando você disse que sou sua vida, que você me ama e que tentaria. No dia que te pedi em namoro.- Sorri.
- Eu disse isso?.- Franzi o cenho.- Não está exagerando?.- Ri pelo nariz
- Não. - Sorri.- Não estou, essas coisas não tem como esquecer.
- Tudo bem. Já que você diz.- Ri.- Oi princesa.- Sorrio alisando seu rosto
- Ela é tão quietinha.- Ri pelo nariz
- Também acho.- Ri.- Isso é bom né ?
- Uhum.- Sorri.- Eu imaginava que ela choroaria sem parar, mas não.- Ri.- Espero que continue assim quando sair daqui
- Também.- Ri
- Depois do almoço terei que sair. OK? Mas terá alguem aqui com você. Preciso ir comprar umas coisas.- Ri pelo nariz
- Tudo bem.- Dou um meio sorriso
- Quer saber mais alguma coisa?
- Saber sobre o que? Me diga sobre você, a Brenda e os meus pais
- Não sei o que dizer sobre mim.- Ri.- Bom, meu nome é Justin Bieber, tenho 18 anos e moro em Calabasas, como já sabe. Nos conhecemos em um período complicado da minha vida, eu acabara de sair de um relacionamento complicado e estava vivendo uma fase difícil, sério, eu era insuportável e fico feliz por você não lembrar dessa parte, depois que nos conhecemos estive diferente, na verdade todos perceberam.- Ri.- Bem, meus pais são divorciados mas ambos vivem no Canada, tambem tenho dois irmãos, Jaxon de 3 e Jazzy de 5. Agora sobre a Brenda, pelo que sei, vocês sempre foram bem amigas, quando me conheceu você estava com ela, ela mora perto da sua casa no Brasil, já namorou meu melhor amigo mas agora estão separados. Foram eles que acabaram nos aproximando, ela também namora um cantor que depois voce conhecerá. E seus pais, não sei o que dizer deles.- Ri.- Eles não me acritavam no início, eles nao te queriam comigo, quando falamos sobre a Sophie a situação ainda ficou pior, mas depois de um tempo começaram a entender e te deixaram ir. Bem, eles são pessoas boas, sua mãe faz uma comida divina e seu pai é bem protetor. Sua irmã é uma garotinha engraçada de 12 anos.- Ri.- Ela foi adotada pouco depois de você ir comigo.
- Isso tudo em menos de um ano? Wow.- Ri
- Sim.- Ri.- Fomos rápidos.
- Muito.- Ri pelo nariz
- Ganhei em um ano muito mais que outras pessoas ganham em uma vida.- Ri.- Então me sinto satisfeito.- Sorri e beija minha testa
- Que bom.- Ri pelo nariz brincando com a Sophie ele se aproximou demais e eu não sabia como reagir a essa situação
- Com licença.- Entra uma enfermeira.- Olá, que bom que acordou.- Sorri.- Já esta pronta pra amamentar pela primeira vez?.- Me encara com um sorriso simpático nos lábios
- Não.- Murmuro corando
- Não se sente confortável com isso?
- Não. Justin você pode nos dá licença ?.- Pergunto o encarando
- Tudo bem, boa sorte.- Dá um meio sorriso e se levanta
- Obrigada.- Sorrio
- Nada.- Sorri e sai
- Sabe como fazer isso?.- Pergunta após ele sair?
- Não.- Ri pelo nariz
- Primeiro a endireite em seu braço, assim.- Me ajuda.- Agora abaixe sua blusa e abra o sutiã, segure seu seio pra ela não se sufocar com o peso. No inicio pode doer e não sair nada, mas a sucção dela vai estimular ao leite, é natural doer então não se preocupe.
- Tudo bem.- Faço o que ela pede e seguro o meu seio de acordo que ela disse, pus o mesmo em sua boca sentindo ela puxando o bico fazendo- o queimar. Ela reclama inquieta e o larga, começando a chorar.
- Olha, vemos uma menininha faminta.- Ri pelo nariz.- Tente de novo, ela tem que estimula-lo
- Tudo bem.- Ri, seguro o meu seio e ponho em sua boca apertando meus seio de leve. A sinto sugar novamente, faço uma cara de dor mas não recuo, sinto algo sair. Acho que ela esta conseguindo, ela põe a mãozinha perto de sua boca e fecha os olhos, acho que vai dormir
- Vou deixá-la aqui. Consegue fazer sem companhia?
- Acho que sim.- Ri pelo nariz
- Tudo bem, qualquer coisa é só chamar.- Ri pelo nariz e sai. Fico ali com aquela criança. Será que ela é minha filha? Ela é tão adorável. Me sinto frustrada, frustrada por não conseguir me lembrar, não lembrar de nada do que se passou na minha vida, queria lembrar da gravidez, dos dias que passei até agora, mas não, eu não consigo. Por que sinto algo estranho quando estou com ela? Meu coração se enche de um carinho estranho, não tenho vontade de solta-la. Fico alisando seu rosto, ela é tão calma, serena, ela já dorme, já esta dormindo como um anjinho. Fico a admirando, ela é linda, mas não tem nada haver comigo.
Tenho vontade de chorar, eu queria lembrar dela, lembrar da minha filha. Queria aproveitar esse momento mais, mas eu não consigo, eu me encontro confusa. E aquele garoto? Eu sei que estou o magoando mas o que fazer? Eu não consigo me lembrar dele, não consigo deixar que ele chegue perto sem ficar nervosa.
- Posso entrar? - Abre um pouco da porta e me encara
- Sim. Pode.- Dou um meio sorriso me ajeitando na cama
. Ele apenas sorri e entra, se sentando na poltrona ao lado da minha cama e me encarando e depois a ela.
- Ela é tão adorável dormindo.- A olha com amor e com um sorriso largo.- Lembro quando você dizia que ela gostaria mais de mim do que de você, acho que se enganou.- Ri pelo nariz
- Eu dizia isso ? Por que?.- Ri
- Porque toda vez que eu cantava pra ela na sua barriga ela mexia.- Ri pelo nariz.- E quando eu pedia pra ela chutar mais devagar ela fazia.
- Então ela vai gostar mais de você, espera quando crescer
- Talvez não.- Ri pelo nariz
- Saberemos isso quando ela crescer
- É. - Ri.- Seus pais estão a caminho, está preparada pra vê-los?
- Estou um pouco nervosa, mas sim, estou preparada
- Fique tranquila, vou prepará-los antes que entrem.
- Tudo bem. Justin?
- Diga.- Me encara
- Eu tenho uma coisa pra te dizer, mas não acho que seja o momento certo, posso te contar depois? E você pode me lembrar de te avisar?
- Tudo bem, mas se quiser, pode dizer agora
- Acho que ainda não é o momento
- Tudo bem, então depois pode dizer.
- Obrigada.- Sorri.- Quando vou sair daqui?
- Ainda não sabemos, mas acho que antes do Natal.- Sorri
- Não vejo a hora de sair daqui.- Ri
- Você vai, esta melhorando bastante. Acho que consegue passar o Natal em casa
- Tomara
- Licença. Senhorita, suas visitas chegaram. Podem entrar?
- Pode.-Sorrio.- Justin pode pegá-la pra mim poder me ajeitar na cama?.- Pergunto o encarando
- Claro.- Da um meio sorriso e se levanta, a pegando com cuidado em seguida, a fazendo se mexer um pouco. Ele a endireita no colo, ela faz um barulho de resmungo mas volta a dormir em seguida.
- Só um minuto.- Da um meio sorriso e sai, ajeito minha roupa e faço um coque em meu cabelo, me ajeito na cama e espero entrarem
- Olá.- Entra um casal com uma menina, devem ser meus pais e minha irmã
- Filha, você acordou.- Fala a mulher sorrindo boba e vindo até mim, me fazendo estranhar um pouco
- Oi. Vocês devem ser os meus pais e você a linha irmã certo ?
- Sim.- Da um meio sorriso.- Não se lembra mesmo?
- Não.- Da um meio sorriso
- Como se sente?.- Pergunta meu suposto pai
- Confusa
- O doutor disse que sua falta de memoria é passageira, foi so pela batida forte no vidro. Você se lembrará logo, só precisa de estímulos
- Que bom é muito ruim não se lembrar de nada
- Eu sei.- Ri pelo nariz
- E minha netinha? Como vai?
- Bem.- Fala o Justin rindo.- Quer pegá-la?.- O encara
- Quero.- Sorri meu pai com os olhos brilhando
- OK.- Sorri e se levanta, indo até ele. Ele a pega com cuidado, não tirava os olhos dela nenhum segundo.
- Ela se parece muito com você.- Olha pra ela e depois pro Justin
- Sério?.- Ri pelo nariz
- Eu disse.- Dou língua e em seguida ri
- Eu achei ela parecida com a Natália.- Ri
- Ela tem umas características, mas ela é você em forma feminina rapaz.- Ri
- Eu disse.- Ri
- Eu também acho, precisam tomar cuidado, ela terá muitos meninos atrás dela
- Os únicos meninos que ela terá atrás dela serão seus três seguranças.- Murmura me fazendo rir
- Vamos ver quando ela estiver maior, depois não dira que eu não te falei.- Ri
- Não quero falar dos pretendentes da minha filha, ela ainda é um bebê.- Murmura
- Não aguenta a verdade.- Ri
- Por quê falar de pretendentes? Quero me iludir com o fato de que isso vai demorar muito
- Tudo bem. Vai se decepcionar.- Ri
- Nem sem memoria para de me provocar né?.- Me olha incrédulo
- Crianças, por favor.- Minha mãe nos adverte
- Faz parte.- Ri pelo nariz e pisco pra ele.- Eu não sou mais criança.- Ri
- Pra mim sempre será.- Ri.- Minha bebê grande
- Não existem bebê grande
- Existe sim, vai saber disso quando sua filha crescer. Os filhos sempre são o bebê dos pais, não importa a idade
- Mas eu não gosto
- Eu não Ligo.- Ri
- Filha, hoje eu ficarei com você. OK?
- Ok.- Sorri.- Mas se quiserem podem dormir em casa eu ficarei bem sozinha.- Da um meio sorriso
- Não, vamos ficar com você até sair daqui
- Tudo bem! Mas eu não sou um bebe, sei me vira sozinha
- É sim, minha bebê.- Beija minha testa
- Eu não sou.- Faço voz de choro
- É sim.- Me abraça com cuidado.- E sua operação filha? Dói?
- Um pouco, mas não dói tanto como antes
- Então os analgésicos já estão fazendo efeito.- Ri.
- Graças a Deus.- Ri pelo nariz
- Está com fome?.- Me encara
- Estou
- O que quer comer?
- Algo que mate minha fome
- Diga o que quer comer senão eu não sei
- Macarrão com almôndegas e um suco de laranja
- Tudo bem, vou ver se isso é permitido. Já volto.- Sai dali
- Toma sua filha rapaz, ela esta inquieta comigo.- Ri
- OK.- Fala rindo indo até ele pegá-la de volta
- Vamos trazer sua comida depois das visitas ok?
- Ok.- Sorri
- Até depois filha.- Diz minha mãe beijando minha testa
- Se cuida ein. Amanhã venho ficar aqui com você.- Meu pai beija minha testa.- Melhore filha.- Me abraça
- Ok. Obrigada.- Sorrio o abraçando de volta
- Agora estamos indo.- Ri.- Até amanhã
- Até.- Sorri
- Tchau filha, ate depois.- Minha mãe diz e depois saem
[...]
- Boa tarde.- Entra uma mulher bem bonita por sinal, olhos claros e o cabelo castanho bem liso.- Olá, você está bem querida?.- Vem até mim
- Oi. Eu estou bem e você ?.- Sorrio educada
- Eu estou bem.- Sorri
- Nathy.- Vem um garotinho loirinho e fica perto da cama.- Tiraram minha bola de você.- Ri
- Sim, agora a bola se transformou em bebê, Xon.- Fala rindo
- Oi pequeno.- Sorrio confusa.- Você deve ser o irmão do Justin né ?.- Sorrio bagunçando seu cabelo
- Sim.- Sorri.
- Jazzy, vai falar com ela.- Olha pra uma menininha que segurava sua mão
- Oi princesa, vem cá, quer ver sua princesa
- Oi.- Da um meio sorriso e vem até mim.- Você está bem?.- Me olha
- Estou sim bebê.- Sorrio.- Justin coloca eles aqui na cama, quero que eles a vejam de mais perto
- OK.- Fala indo até eles e pondo um por um na cama, sentados ao meu lado
- Essa que é a criança?.- Pergunta o Xon me fazendo rir
- Ela é um bebê, não uma criança.- Fala a Jazzy
- Sua sobrinha, bonita né ?
- Uhum.- Sorri
- Bem que você disse, ela seria pequena.- Fala a Jazzy a olhando
- Mas ela vai crescer.- Ri pelo nariz
- Ela vai demorar a ficar do meu tamanho?
- Um pouco.- Ri
- Poxa.
- Ela já tem uma bola?
- Não Xon, ela é menina não joga bola.- Fala o Justin rindo
- Por que?.- Faz bico me fazendo ri
- Porque meninas brincam de bonecas e não de bola
- Ela vai ser igual a chata da Jazzy?
- Ela vai ser legal igual a mim.- Fala a Jazzy sorrindo
- Bricar de boneca é legal xon.- Ri
- Não, brincar de bonecas é pra gays
- Onde aprendeu essa palavra?.- Pattie pergunta o olhando espantada
- Você sabe o que isso significa?- Justin o encara
- Quem te disse isso?
- O Jhon, meu amigo
- Quem é Jhon ?
- O amigo dele da escola.- Fala mexendo nas mãozinhas da Soph
- Não pode andar com ele
- Posso sim
- Não. Você não pode, aprende coisas que não deveria aprender com ele
- O que isso significa?
- Que não quero que você ande com ele
- Por quê?.- Faz bico
- Ele te ensina coisas erradas, não pode aprender nessa idade
- Não, não vou parar
- Depois conversamos
- Eu já disse que não vou parar.- Diz virando pra Pattie.- Tia eu quero ir embora.- Faz voz de choro
- Nós já vamos meu amor.- O pega no colo.- Bem, foi bom te ver querida, agora vamos porque ainda faltam o Christian e a Caitlin entrarem. Fique bem, depois venho te ver com mais calma.- Beija minha testa.- Cuide bem da minha netinha ein.- Sorri e beija sua cabeça, alisa seu rosto e beija sua barriga. - Vamos Jazzy?
- Tudo Bem. Tchau.- Ri.- Pode deixar que vou cuidar bem dela
- Vamos. Tchau tia Natalia.- Pula da cama
- Tchau Jazzy. Elas sorriem e a Pattie os leva pra fora.
- Posso entrar?.- Escuto uma voz masculina do lado e fora
- Pode.- A porta se abre e entra um garoto loiro com uma menina de cabelos castanhos. Eles entram sorrindo e param ao meu lado.
- Nathy, você esta melhor.- Sorri
- Chris, ela não lembra, não se esqueça.- A menina fala o olhando
- Eu sei.- Murmura.- Então, eu sou Chris e essa é a Cait. Eu era seu melhor amigo, você me amava muito, sempre dizia.- Gargalha.
- Mentira Nathy.- Gargalha a Cait
- Oi.- Ri pelo nariz
- Não é mentira nada.- Murmura.- Como vai a bolota 2?.- Ri
- Bolota dois?.- Pergunto confusa
- Esquece.- Dá uma risadinha
- Ele é maluco, não ligue.- Ri
- Eu ainda não entendi.- Ri
- Ele te chamava assim quando ainda estava grávida.- Ri
- Ah Sim.- Ri.- Ela está no colo do Justin
- Bro eu quero vê-la.- Fala indo até ele e se sentando ao seu lado no sofá perto da janela
- Então... Como esta sendo saber tanta coisa em tão pouco tempo?.- Ri pelo nariz
- Confuso.- Ri
- Mas já decidiu algo? O que fará daqui pra frente?
- Já decidi. Vou para o Brasil morar com os meu pais.- Da um meio sorriso.- Até eu recuperar a memória, caso eu não lembre eu continuarei lá, reconstruindo minha vida
- Espero que recupere, tinhamos planos de aprontar em mais festas.- Ri pelo nariz.- E o Justin? O que vai fazer com ele?.- Pergunta baixo
- Serio? Isso não me impede.- Ri.- Estou pensando em terminar com ele.- Sussurro
- Sim, sério.- Ri.- Era você que me ajudava a despistar meu irmão e pegar os gostosos brasileiros.- Ri.- Nossa, ele vai ficar arrasado.- Murmura
- Eu ainda posso ajudar.- Ri.- Eu não gosto de vê-lo se sentindo mal por mim, eu não lembro dele e ele com certeza pode imaginar que não ficarei com ele
- Entendo. Ele vai ficar mal mas é pro bem dos dois, você vai melhorar e as coisas voltarão ao normal. Vocês se amavam tanto e ao mesmo tempo brigavam tanto que era até fofo.- Ri pelo nariz.
- Brigávamos muito? Éramos um casal bem complicado então.- Falo absorvendo o que ela havia me dito
- Mas não brigas sérias.- Ri pelo nariz.- Ele só sempre foi superprotetor e você não gostava, mas não eram coisas que não davam pra aguentar. Pelo contrário, brigavam mas ao mesmo tempo continuavam bem.- Ri.- Como eu disse, ele sempre quis cuidar de você e você sempre foi mais independente.
- Entendi. Então não gosto que cuidam de mim?.- Ri
- É. Você é bem teimosa.- Ri.- Na verdade muito teimosa
- Eu não devo ser teimosa, só apenas não gosto de ser mandada
- Os dois.- Ri.- Ele só fazia o que seu pai pedia, ele queria conquista-lo e cuidar de você.- Ri pelo nariz.
- Então ele obedecia o meu pai?.- Ri.- Eu deveria saber me cuidar, pra querer discutir com alguém.- Ri
- Em termos de cuidar de você sim.- Ri.- Te fazia se agasalhar e comer coisas saudáveis.- Fala rindo.- É, sabia.
- Sério isso ?
- Uhum.- Ri
- Meu Deus.- Ri
- Então, já te disseram quando terá alta?
- Ainda não.- Murmuro.- Queria hoje mais não me deram
- Não deve demorar muito, você parece bem.- Sorri
- Tomara.- Ri
- Ei meninos, a tragam aqui. Quero vê-la também.- Ri
- Não. Ela é minha não irei deixar você ver
- Ela não é sua.- Murmura.- Anda, traga-a aqui Christian, eu quero vê-la.- Murmura
- Você já viu e sim ela minha, eu sou o padrinho dela.- Sorri vitoriosa
- Problema mas quero pega-la um pouco. Anda Christian.- Fala séria
- Dá logo a ela Christian.- Reviro os olhos
- Não
- Anda.- Bufa
- Não.- Sorri
- Justin, me ajuda.- Bufa
- Cara, deixa ela com sua irmã um pouco.- Ri
- Não.- Fala simples
- Christian dá logo a Sophie pra Caitlin.- Reviro os olhos
- Ta.- Murmura se levantando e entregando a Sophie com cuidado.- Tem 1 minuto
- Não, tenho mais de um minuto.- Murmura saindo de perto dele com ela.- Ela é tão fofa de se segurar.- Sorri e olhando e beijando sua cabeça em seguida
- Eu sei.- Ri
- Sei que sabe.- Ri.- Vou roubar ela de você.- Fala rindo.- Pode?
- Não.- Ri
- Que pena.- Ri
- Ela já tem donos.- Justin fala rindo
- Ok.- Ri
- Licença.- Entra a enfermeira.- O horário de visita acabou, vocês tem que ir.- Fala os olhando
- Tudo bem.- Sorri.- Toma Nathy, foi bom te ver.- Me entrega a Sophie com cuidado
- Também foi bom te ver, até depois.- Sorri.- Apareça aqui com a Brenda amanhã, quero que você vá pra uma festa com a gente no rio
- Tudo bem.- Ri.- Então até amanha
- Tchau Nathy.- Fala o Chris
- Tchau Nathy. Até amanhã.- Beija minha testa.- Tchau Soph.- Beija sua cabeça.- Tchau Bro, te encontro em casa.- Faz um batimento estranho com o justin
- OK.- Ri.- Até depois.- Logo após o Justin dizer isso eles saem do quarto.
- Está na hora de alimentá-la.- Fala a enfermeira
- Ok.- Sorrio.- Já está com fome bebê?.- Ri alisando seu rosto. Ela só resmunga e se mexe.
- Vou deixa-los aqui, qualquer coisa é só chamar.- Da um meio sorriso
- Ok.- Ri pelo nariz. Ela apenas sorri e sai dali, endireito a Sophie no meu colo e faço o mesmo que mais cedo, ela apóia uma das mãozinhas no meu seio e começa a mamar, ela parecia com fome, resmunga e volta a se alimentar me fazendo rir
- Ela está com fome.- Ri
- Ela passou muito tempo dormindo.- Ri.- Não sei como não chorou
- Também não sei.- Ri
- Ela é calma, discutiamos sobre quem ficaria acordado pela madrugada. Acho que não será preciso.- Ri
- Sério ?.- Ri.- Isso é bom, vamos dormir mais tranquilos.- Ri pelo nariz
- Sim.- Ri.- Chegamos a comprar um sofá, pra noites que ela passasse sem dormir.- Ri pelo nariz
- Meu Deus.- Ri
- Boa noite vim trazer seu café da tarde.- Entra outra enfermeira.- Tome esse suco, é pra estimular na produção do leite, líquidos ajudam.- Sorri me dando o copo e pondo a bandeja na cama
- Ok. Obrigada.- Sorrio
- Nada.- Sorri e sai do quarto
- Pode segurá-la ?.- Pergunto tirando meu seio de sua boca
- Claro.- Da um meio sorriso e se levanta, a pegando com cuidado de meu colo e a pondo em pé no seu. Começando a dar tapinhas leves em suas costas
- Está fazendo ela arrotar ?.- Ri
- Uhum, ela pode se engasgar.- Ri pelo nariz
- Bom pai você.- Ri
- Obrigado.- Sorri e continua seu trabalho concentrado, até que escutamos o barulho baixo de seu arroto, ele Ri e a deita em seu colo. Comecando a andar com ela pelo quarto, acho que na tentativa de fazê-la dormir, começo a comer e assim que acabo, chamo a enfermeira
- Eu preciso de um banho e ir ao banheiro.- Falo me ajeitando na cama
- Tudo bem, irei te ajudar. Tem alguma roupa aqui?
- Tem sim, naquela bolsa.- Aponta para uma bolsa no canto.- Trouxemos as roupas dela, acho que ela se sentirá mais confortável nelas
- Tudo bem.- Fala indo ate a bolsa, a pega e entra em uma porta, deve ser k banheiro. Logo em seguida volta.- Olha, quando levantar pode doer um pouco. Não faça forças na barriga, tudo bem? Vou te ajudar a levantar.- Vem até mim e põe meu braço em seu ombro, me ajudando a levantar. Me fazendo sentir uma dor na barriga, nossa, não é forte mas queima e é incomoda
- Isso queima.- Murmuro respirando fundo, odeio sentir dores
- Calma, é assim mesmo. É porque é seu primeiro dia após a operação, no segundo dói menos. Preparada pra caminhar?.- Me olha
- Sim eu acho.- Murmuro
- Tudo bem.- Me ajuda a caminhar devagar, nossa, isso dói. Ao chegar no banheiro paramos e tento acalmar um pouco, essa dor continua incômoda e não posso fazer nada.- Vai querer fazer xixi?
- Sim
- Calma.- Levanta a tampa da privada.- Não se sente, não pode abaixar tanto. Vou te dar apoio, vai arder um pouco devido a sonda que usamos no parto, isso é normal não precisa se assustar
- Ok.- Murmuro levantando um pouco o meu vestido e em seguida me apoio nela. Faço o que ela instruiu e isso realmente ardeu, será que tudo que diz respeito a partos dói mesmo? Após terminar me seco e me visto novamente.
- Tire o vestido, precisamos tirar os curativos pra você tomar seu banho
- Ok.- Tiro o vestido.- Pronto.- Ela abaixa um pouco minha calcinha e tira os curativos com cuidado, após retira-los joga no lixo.
- Pode tomar seu banho, só tenha cuidado com os pontos. Esperarei aqui.- Da um meio sorriso
- Ok.- Ando com cuidado até o box, ligo o chuveiro na água quente, eu precisava de um banho, não tomo um banho faz tempo.. Assim que termino a enfermeira me ajuda, refaz os curativos e me ajuda a me vestir, escovo os meus dentes.- Estou pronta.- Falo fazendo um coque em meu cabelo
- Tudo bem, vamos.- Passa os braços ao meu redor me ajudando a voltar ao quarto, me ajuda a me deitar e ajeita meu travesseiro, me cobre em seguida.- Preciso levar a bebê, ou querem que a busque depois?
- Pode levar agora
- Tudo bem.- Da um meio sorriso e a pega com o Justin, sai dali em seguida com ela.
- Eu já vou indo, seu pai já deve estar aí.- Ri pelo nariz.- Amanhã eu volto. Tudo bem?
- Ok. Tchau.- Sorrio pra ele
- Tchau.- Da um meio sorriso e sai, resolvo deitar de lado, preciso me sentir confortável pra tentar dormir, mesmo essa barriga ainda estando doendo e eu ainda estar sentindo cólica, quando estou fechando os olhos vejo uma enfermeira entrar, mas não ligo, continuo os fechando. Ela deve estar trocando meu soro, depois de uns minutos a escuto sair, espero que tenha posto algum analgésico, não suporto dormir com dor.
    
   Zayn P.O.V
- Ela passou mal, teve um desmaio. Ficou muito nervosa com a notícia, a levaram pra dentro pra socorre-la..- Nisso que ele disse isso mexo minhas pernas nervoso, o que será que aconteceu com ela?
- Fique tranquilo, pode ter sido uma queda de pressão. Ela tem algum problema com isso?
- Não. Desse jeito não.- Fala sua mãe
- Vamos esperar pra ver.- Dá um meio sorriso
- Sim.- Sorri sem mostrar os dentes
[...]
- Os pais da Brenda Duarte por favor.- Chega um dos médicos anotando algo em sua prancheta 
- Sim.- Sua mãe levanta puxando a Sara e indo até ele, me levanto junto e vou até lá
- Já podem vê-la.- Sorri
- Ela está bem doutor?.- Sua mãe pergunta preocupada
- Sim, ela tem uma notícia pra lhes dar. Me acompanhem
- Ok.- O seguimos pelo corredor e entramos no quarto 53A
- Vou deixá-los a sós, qualquer coisa podem me chamar
- Tudo bem.- Responde com um meio sorriso, entramos e ela se encontrava sentada, seus olhos estavam vermelhos, o que me causava certa preocupação, mas prefiro ficar quieto por enquanto, sei que aconteceu algo, mas não é o momento certo de perguntar
- Filha, você está bem?.- Sua mãe vai até ela a abraçando com cuidado
- Sim mãe.- Dá um meio sorriso
- O que houve com você?.- A encara
- Tive  uma queda de pressão quando soube da Nathy mãe, foi só isso.- Respira fundo
- E por que está tomando soro?.- Pergunto a encarando
- Não perguntei ao médico
- Foi só isso mesmo Brenda?.- A encara séria
- Sim pai, mas já estou melhor.- Se deita se endireitando na cama. Eu sei que tem algo de errado, eu a conheço, sei quando tem algo acontecendo que ela não queira dizer
- Então eu vou perguntar, não podem deixar você tomando soro sem motivo específico, ou quando tem uma queda de pressão.- Fecho a boca travando o maxilar
- Tudo bem.- Murmura.- Devo estar desidratada.- Dá de ombros
- Não perdeu sangue e não está com nenhuma doença.- A encaro desconfiado
- OK doutor.- Ri sem humor
- Beatriz? Pode nos dar licença por um minuto ?.- A encaro preciso descobrir o que está de errado e não dá mais pra esperar
- Tudo bem, depois eu volto.- Beija sua testa
- OK mãe.- Dá um meio sorriso, elas saem dali e fecham a porta em seguida, a encaro
- Eu sei que está mentindo, agora me diga a verdade, o que está acontecendo ?.- A encaro
- Eu já disse, tive uma queda de pressão.- Respira fundo
- Não. Você não disse, diga, sei que está mentindo
- Não, não estou mentindo. Já disse o que aconteceu
- Anda Brenda, facilite.- A encaro sério
- Não tenho nada a dizer.- Diz sem me olhar
- Eu sei que tem, te conheço como a palma da minha mão
-É coisa minha, não preciso dizer.- Respira fundo e abraça um travesseiro. Ela estava pensativa, me deixando mais apreensivo
- Não. Não é, é minha também, me conta amor.- Me aproximo dela e aliso seu rosto
- Não Zayn, você vai me abandonar se eu disser.- Fala deixando lágrimas escaparem me deixando mais preocupado 
- Hey. Por que está dizendo isso?- Aliso seu rosto.- Eu te amo, não te largaria.- Seco suas lágrimas
- Largaria sim.- Murmura.- Deixa isso pra lá, por favor.- Sussurra
- Não, eu não largaria, me conta vai.- Me sento na cama
 - Vai sim e é algo sem importância que já vai passar.- Respira fundo.
- Não. Me diga Brenda, eu quero saber o que está acontecendo, não se importa comigo ? Eu fico preocupado sabia?.- Olho frustrado para o chão
- Sim, eu me importo. Muito.- Murmura.- Eu estou grávida Zayn.- Diz sem me encarar voltando a chorar
 - O quê? Diz que está brincando.- Digo sem piscar, isso era pior do que eu imaginava, ela estava grávida de um filho meu, eu sempre quis ter um filho mas nunca tive por causa da minha carreira e agora eu vou ter um, era uma mistura de sentimento aqui dentro que me deixava elétrico, isso foi a melhor notícia que eu já recebi em toda minha vida
- Não, não estou. Mas fique tranquilo, isso já vai acabar. Não precisa se irritar por isso.- Limpa as lágrimas. O que ela está pensando? Não quero que isso acabe, o que ela pretende com isso? Ela deveria estar feliz como eu e não nesse estado
- Se irritar?.- Pergunto a encarando.- Isso é a melhor notícia que eu recebi em toda minha vida.- Sorrio.- Eu vou ser pai e ainda da pessoa que eu amo, obrigada.- A encho de beijos.- Por que não me disse antes?.- A encaro
- Não, não é a melhor notícia Zayn.- Me encara séria. - Não Posso fazer isso, você não será pai.- Respira fundo
- O que está querendo dizer com isso ?.- A encaro.- Claro que é a melhor notícia, seremos pais, tem algo melhor que ser pai?.- A encaro
- Por isso eu não ia te dizer. Eu não vou ter essa criança Zayn.- Diz sem me olhar, como ela pode dizer algo desse tipo?
- O que você está falando? Não vai abortar não é?.-A encaro, ela não poderia fazer isso, é uma vida, sou totalmente contra isso, é meu filho, uma parte de mim. Ela não deveria estar pensando em fazer uma crueldade dessa
- Uma criança agora só me atrapalharia.- Diz com o olhar distante.- Talvez um dia, mas não agora. Não estou preparada pra isso, minha vida não pode parar por causa disso
 - Ela não vai parar, você ainda continuará tendo sua vida normal, eu sei que não vai se arrepender amor, essa criança mudará nossa vida pra melhor.- A encaro
- Por isso mesmo Zayn, eu não quero mudar minha vida. Não agora. E minha faculdade? Onde fica? Não teremos essa criança.- Não consigo entender, ela está tão dura, tão distante, não foi essa a garota que me apaixonei, ela está tão diferente
- Não quer mudar? Mas eu quero, quero ter uma vida diferente com você, o que custa fazer algo por mim?
- Não fale assim.- Murmura.- Não agora Zayn, é cedo. Estamos juntos há pouco tempo, isso só nos prejudicaria. Por favor, me entenda.- Me encara.- Facilite porque independentemente de como acabar essa conversa, essa criança não virá ao mundo se depender de mim
- É cedo? Porra Brenda esse é o momento certo pra termos uma família não entende? Tudo pra você não é a hora certa, você não vai abortá-lo, se depender de mim não irá, não pensa que talvez não terá essa oportunidade na próxima vez, não enxerga isso?.- A encaro sério
- Momento certo? Eu só tenho 16 anos Zayn. Não é o momento certo pra ser mãe.- Se senta.- Se eu não tiver é porque Deus não quis que eu tivesse mas não posso fazer isso agora, o corpo é meu e quem se prejudicaria com isso seria eu. Então não finja que entende pois nunca vai entender meu lado.- Se altera
 - Deus não quis? Não o culpe por uma idiotice que você quer fazer, seja mulher e assuma.- Digo irritado, eu não acredito que ela quer tirar-lo de mim.- Você é uma idiota, pense direito e quando pensar me de a resposta certa.- Digo saindo dali batendo a porta com força, que vadia, ela não era o que eu imaginava, eu estou decepcionado, ela estava tirando uma vida e era do nosso filho, uma prova do nosso amor. Onde ela está com a cabeça? Se depender de mim ela nunca fará isso, essa criança também é uma parte minha, eu também participei disso, eu queria tanto isso que agora que sei que serei pai não consigo imaginar minha vida de outro modo, eu quero construir uma família com ela, já cansei de dizer, mas parece que ela não entende. Se ela fizer isso, eu não sei o que faria, eu juro que não sei o que eu faço se ela acabar com a vida dessa criancinha inocente... Eu preciso sair daqui, abro a porta do hospital, quando eu piso no chão da rua sinto uma forte tempestade cair por mim me molhando, quando eu ia sair dali apareceu vários paparazzis me deixando mais estressado, vou até o carro pego um casaco e vou para o hospital, me cubro com o casaco e me sento em um banco balançando a perna.
   
  Brenda P.O.V
- O que eu tenho doutor?.- Pergunto me ajeitando na cama
- Coisas boas senhora.- Sorri
- Boas? O que seria bom ao ponto de me fazer desmaiar ?
- Você será mamãe.- Sorri mexendo no panfleto
- O quê?.- Me engasgo com minhas próprias palavras. Isso só pode ser brincadeira. O quê? Isso é pior, pior do que ficar doente. Isso não pode estar acontecendo. E agora?.- Me diga que isso é mentira por favor.- O encaro desesperada
- Não é mentira senhora, você está com três semanas de gravides
- Isso deve ser um engano, eu não posso estar grávida.- Ponho a mão na cabeça. E agora? O que farei? Como contarei uma coisa dessa? Eu não posso fazer isso, não posso ter essa criança, é cedo, muito cedo. Não posso avançar desse modo agora. e meu futuro? Minha vida? Não, eu não posso fazer isso, eu tenho que dar um jeito.
- Não é engano senhora, temos exames
- Pode jogar esses exames fora? Não quero recebê-los.- Falo fria, não posso ver isso. Eu não quero isso. Meu Deus. Por quê eu fui tão burra?
- Não. Não podemos jogá-los fora.- Fala batendo com a caneta no panfleto
- Tudo bem mas não quero recebe-los. Já posso ir embora?.- Me ajeito na cama
- Não. Você precisa descansar um pouco e acho que pretende contar isso pra seu namorado
- Pode chamá-lo por favor?.- Peço, eu não pretendo contar agora mas preciso conversar com alguem sem ser esse médico, eu queria mesmo ir embora. Espero que consiga logo
- Tudo bem.- Diz saindo dali
[...]
 Como ele pôde fazer isso? Ficar irritado com isso? É minha decisão, é minha vida sendo destruída por um erro. Ele devia me apoiar, aceitar minhas escolhas, quando a pessoa ama a outra faz isso. Mas não, quer fazer isso, ele quer complicar mais, meus pais nunca aceitariam. Eles me levariam de volta pra casa, mesmo assim ele insiste? Eu não quero essa criança, eu não posso ter essa criança. Mas pelo jeito terei que fazer isso sozinha, terei que me livrar dele sozinha, porque afinal. Tenho um namorado que não me apóia. Respiro fundo e volto a chorar, não gosto de brigar assim com ele, ele nunca falou nesse tom comigo, tambem dói ter que acabar com uma vida mas não tenho escolhas, isso vai contra o que aprendi, vai contra as leis mas eu sinto que não posso fazer isso, não sou boa o bastante pra ter uma criança nessa idade, talvez daqui a uns anos mas não agora. Limpo minhas lagrimas, eu não posso e não vou chorar, mas eu tenho medo, tenho medo de ser abandonada por essa decisão. Espero um dia ser perdoada, não sofrer algum tipo de castigo do destino por cometer isso, mas é o necessário, é o que preciso agora. 
- Já recebeu alta.- Fala o Zayn entrando no quarto sério
- OK.- Limpo meu olho e me sento, faço um coque em meu cabelo e me levanto.- Meus pais ainda estão aqui?
- Todos ainda estão
- Tudo bem. Acho que vou embora descansar, amanhã venho ver a Nathy. Se quiser pode ficar.- Dou de ombros
- Todos vão pra casa, menos o Justin e antes que vamos embora você precisa comer
- Eu não preciso comer.- Murmuro.- Só preciso ir embora
- Sim você precisa e não iremos discutir novamente
- Não estou com fome, quando sentir fome eu como.
- Não você vai comer agora e fim de papo
- Você não manda em mim.- Reviro os olhos
- Agora tudo o que eu fizer irá jogar na cara? Antes eu não tivesse contado.- Murmuro
- Você vai comer é para o seu bem e do nosso bebê.- Sorri se aproximando e alisando minha barriga em seguida
- Por favor não faz isso.- Murmuro o olhando, ele quer tornar mais difícil mas não pretendo mudar de ideia.
- Já fiz.- Sorri.- Quero que você saia logo dai.- Sorri beijando minha barriga
- Não Zayn, não faz isso. Não quero que crie esperanças.- Murmuro o encarando
- Já criei e agora é tarde demais. Vamos? Você precisa comer?.- Se levanta
- Isso é um erro.- Murmuro.- Ok.- Me rendo
- Um erro que já foi cometido e não podemos mudar, o que quer comer.- Passa seu braço ao redor do meu ombro
- Podemos sim mudar. Uma salada se frutas.- Murmuro
- Não. Não podemos, já fizemos.- Trava o maxilar.- Só isso? Depois ficará com fome
- Sim, nós podemos. E sim, só isso. Ainda me sinto enjoada
- Eu já disse que não e não quero mais discutir. Ok.- Diz me puxando para a lanchonete do hospital.- Quer uma água também ?
- Por favor.- Sorrio sem mostrar os dentes
- Não demoro.- Beija minha testa e indo até a lanchonete.. Depois de alguns minutos o Zayn volta com duas águas minerais e uma salada de fruta
- Aqui está.- Diz colocando a bandeja em cima da mesa
- Obrigada.- Dou um meio sorriso e começo a comer devagar
- Nada. Amanhã que horas pretende vir?.- Pergunta me encarando
- Acho que depois do almoço, pretendo dormir mais um pouco.
- Ok. Quero que se cuide direito, se agasalhar aqui está muito frio e não quero que fique doente
- Se eu sentir frio visto um casaco.- Dou de ombros
- Não. Você vai usar, aqui está com tempo de chuva e está chegando dias de neve, então quero que se agasalhe
- Como eu disse, se eu sentir frio eu uso
- Você vai usar, precisa de cuidados especiais.- Diz bebendo a água
- Não preciso, isso já vai acabar.- Murmuro
- O que quer dizer com isso?.- Pergunta me encarando sério
- Você sabe o que quero dizer.- Falo sem olhá-lo, continuando a comer minha salada de frutas. Ele não pode me convencer, isso é pro meu bem
- Você não fará isso.- Me olha irritado.- Pensei que já tinha mudado de ideia sobre isso
- Não pretendo mudar de ideia.- Murmuro
- Não quer me irritar não é ? Não quer acabar o que temos por seus caprichos idiotas, não é mesmo?.- Me encara ele estava vermelho de raiva, seus olhos pingava a fogo
- Não quero discutir sobre isso novamente.- Murmuro
- E eu quero que tire essa ideia estupida da cabeça
- Você não pode me impedir.- Murmuro
- Sim eu posso e vou fazer, Brenda eu juro que se você tirar essa criança.- Respira.-Eu juro pra você que deleto você da minha vida.- Diz irritado
- Isso só me mostra que não me ama o suficiente e que fiz a escolha errada.- Falo o encarando séria. Isso não se diz, ele não pode me dizer isso, eu tenho minhas escolhas e ele deveria me apoiar, eu que irei sofrer com isso tudo. Não ele
- E eu me enganei pensando que estava amando a pessoa certa, irônico não ?.- Ri sem humor
- Por quê não tenta se pôr no meu lugar? Talvez me entenderia. É, pelo jeito amamos as pessoas erradas.- Murmuro.- Eu não quero brigar, podemos falar sobre outra coisa?.- Respiro fundo
- E você já tentou pelo menos tentar me entender e parar de ser idiota o suficiente pra fazer essa besteira que se arrependerá pelo resto da sua vida?
- Eu não quero ter que enfrentar meus pais, nem os seus. Também não quero enfrentar seus fãs podendo ter evitado, não quero parar minha vida. E se der errado? Eu tenho medo, isso só vai nos prejudicar. Tente entender
- Foi mulher o suficiente pra fazer mais quando tem responsabilidade corre?.- Ri irônico.- Que se foda todos Brenda, o que me importa agora é o nosso filho
- Não quero mais falar sobre isso
- Está fugindo.- Revira os olhos
- Eu só não quero brigar e esse assunto nos faz brigar.- Bebo minha água
- Então tire essa sua ideia estupida
- Vamos esquecer isso por enquanto. OK? Depois decidimos isso
- Tudo bem.- Diz voltando a beber sua água
[...]
- Quer tomar um banho?.- Pergunta o Zayn após sair do banheiro
- Uhum.- Me levanto e pego uma roupa na mala.- Não demoro.- Falo indo pro banheiro, fecho a porta e me dispo, entro na agua quente e a deixo cair sobre o meu corpo, essa água está boa e precisava disso, tirar todo o peso das últimas horas que me atormentava tanto. Aproveito pra pensar, será que tirar essa criança é o certo? Eu sei que não, sei que é errado. Será que vou me arrepender depois? Mas e se eu deixa-la viver? Não será pior? Pais ausentes não seria pior ? Não, nada é pior do que a morte. Mas eu preciso fazer isso, eu admito, eu fujo, estou fugindo das minhas responsabilidades mas não sei se consigo lidar com a situação, não sei se sou capaz de lidar com isso tudo. Deixo lagrimas caírem, por quê tão difícil tomar a decisão certa? Deixo a água cair por meus cabelos e limpar as lagrimas do meu rosto, fico ali por longos minutos, minutos de desabafos sozinha, eu precisava eliminar essas lagrimas, elas estavam me sufocando. Ao terminar o banho me seco e me visto, escovo os dentes e penteio os cabelos. Volto pro quarto e ele se encontrava pensativo, prefiro não falar nada agora, não quero mais brigas, isso já está me cansando. Subo na cama e me deito, vou tentar dormir, preciso dormir, preciso de um pouco de descanso
- Boa noite.- Sussurra passando a pão pela minha cintura e em seguida dá um beijo em meu ombro
- Boa noite.- Sussurro fechando os olhos
- Se acordar primeiro me acorda ok?.- Diz pousando seu queixo em minha cabeça
- Tudo bem. Durma bem.- Falo me ajeitando e puxando o cobertor até a altura de meu pescoço
- Eu te amo ok?.- Sussurra
- Eu também te amo.- Respiro
- Ok.- Sorri.- Agora durma, quero você descansada amanhã
- Tudo bem, até amanhã.- Ele faz cafuné em mim me fazendo fechar os meus olhos e apenas sentir o seu toque, o seu toque estava me acalmando e eu apenas aproveitava, penso um pouco até que eu apago
[...]
- Amor, acorda o almoço já está pronto.- O Zayn alisa o meu braço
- Oi.- Abro os olhos e o encaro, por incrível que parecia eu dormi bem, me sinto descansada.- Vou tomar um banho antes.- Murmuro me sentando
- Ok. Te espero lá em baixo.- Beija minha testa
- Ok.- Dou um meio sorriso, ele sai dali e me levanto. Caminho até as malas e pego minha roupa, entro no banheiro e tomo meu banho, me visto, escovo os dentes e penteio os cabelos. Desço as escadas e entro na sala de jantar.- Boa tarde.- Dou um meio sorriso
- Boa tarde, dormiu bem?.- Pergunta o meu pai
- Uhum e o senhor?.- Pergunto me sentando
- Dormi bem.- Sorri
- Vamos comer gente ? Eu quero ver minha irmã e minha sobrinha
- Tudo bem.- Ri. Todos começamos a comer, eu estava com bastante fome, ontem não comi direito e tudo se acumulou, após comer tomo meu suco. Quando todos terminam comemos a sobremesa, eu já não aguentava mais então resolvi parar por aí.
- É agora que vamos ao hospital mãe?.- Pergunta a Duda a olhando
- Vamos. Vai escovar os dentes.- Sorri
- OK.- Pula da cadeira e sai correndo
- Eu também vou escovar os dentes. Não demoro.- Dou um meio sorriso e me levanto
- Eu também vou.- Diz o Zayn se levantando.- Vamos amor?
- Vamos.- Subimos as escadas e entramos no quarto, escovo meus dentes e o espero no quarto.
- Estou pronto.- Mexe no cabelo
- Então vamos.- Ele entrelaça nossas mãos e desse às escadas
- Prontos?.- Pergunta a tia Monica
- Sim.- Dou um meio sorriso
- Então vamos.- Sorri, saímos dali e entramos no carro
- Querido hoje eu fico com a Natalia e amanhã pode ser você, ok?
- Tudo bem.- Da um meio sorriso
- Tem notícias dela?
- Não, sem nenhum progresso por enquanto.
- Espero que ela esteja melhor
- Ela vai estar.- Fala a Pattie.- É só termos fé.- Dá um meio sorriso
- Por que não vamos logo? Eu quero vê-la, ontem não me permitiram entrar.- Murmuro
- Sò estou esperando as crianças.- Diz o tio Clemir
- Ok.- Me sento
- Vamos pai?.- A Duda aparece e pega sua mão
[...]
- Boa tarde.- Diz a recepcionista sorriso
- Boa tarde. Viemos ver nossa filha, a Natália.- Dá um meio sorriso
- Natalia de que senhor?.- Pergunta mexendo no computador
- Albuquerque Mariush
- Aqui está, só espera alguns minutos o horário de visita ainda não começou
- Tudo bem, obrigada.- Da um meio sorriso
- Nada.- Sorri.- O que nos resta é esperar, temos cinco minutos eu acho.- Diz olhando pro relógio
- Vou me sentar. Quando der a hora me avisem?.- Os encaro
- Alguém deve vir nos avisar.- Ri o Zayn se sentando
- É.- Ri e deito a cabeça em seu ombro.- Depois temos que conversar.- Falo brincando com o anel de seu dedo
- Não pode ser agora?.- Sussurra
- Não, eu acho melhor quando estivermos em casa
- É sobre o que?.- Sorri
- Nós.- Sussurro
- Nós? É algo bom ou ruim ?
- Ainda não tenho uma classificação pra isso.- Ri pelo nariz.- Depende do rumo da conversa
- Opa! É o que estou pensando.- Sussurra malicioso
- Idiota.- Ri.- Não, não é o que está pensando.- Ri pelo nariz
- Então é o que?.- Faz biquinho
- Você vai saber depois.- Ri
- Poxa. Serio isso amor?
- Uhum, muito sério.- Ri e beijo sua bochecha
- Sua ruim.- Faz biquinho
- Eu não sou ruim, só não estamos em um lugar apropriado pra conversar
- Tudo bem. Quando chegarmos em casa conversamos
- Obrigada.- Dou um meio sorriso
- Brenda, vamos entrar agora. Depois de nós vocês vão. OK?
- Tudo bem, boa sorte.- Dou um meio sorriso 
- Obrigada.- Sorri e saem dali
- Estou curioso amor.- Resmunga
- Eu sei que está.- Ri.- Mas pode esperar
- Não. Eu não consigo
- Claro que consegue, faça um esforço.- Ri
- Falta muito ainda amor, não me torture
- Não quero decidir minha vida em um hospital.- Murmuro
- É sobre isso? Tudo bem! Eu consigo esperar até em casa
- Obrigada.- Dou um meio sorriso
- Eu que agradeço
[...]
- Sua vez.- Diz a tia Mônica sorrindo.- Só que não force muito, ela não lembra de nada
- Tudo bem.- Dou um meio sorriso.- Vira comigo?.- Olho pra ele
- Sim.- Se levanta
- Na próxima será eu e as crianças.- Diz a Pattie
- Tudo bem.- Sorrio,saímos dali e vamos em direção ao quarto. Bato levemente na porta e a abro em seguida.- Olá.- Dou um meio sorriso e entro
- Oi.- Me encara dando um sorriso de leve
- Como vai?.- Vou mais pra perto de sua cama
- Estou bem e você ?
- Estou bem.- Dou um meio sorriso.- Não se lembra mesmo? Nem de mim?.- Murmuro a encarando
- Não.- Murmura
- Que pena.- Murmuro.- Mas vai lembra, vamos passar um tempo juntas. Ficarei uns dias no Brasil, e como somos vizinhas, irei te apurrinhar todos os dias.- Falo rindo
- Então você é a Brenda?.- Ri
- Olha, ela sabe meu nome.- Ri.- Sim, sou.- Sorrio
- O Justin me disse.- Ri
- Imaginei.- Gargalho.- Nunca mais me mate de susto assim, sabia que passei mal pensando que você morreria?.- Murmuro
- Me ama demais né ?.- Gargalha.- Brincadeira. Mas já está melhor ?
- Sempre convencida.- Ri - Sim, já estou.- Dou um meio sorriso.- E minha afilhada. Como vai?
- Ela esta ótima e linda como o pai.- Justin fala rindo
- Então ela nasceu feia? Já se olhou no espelho?.- Gargalha o Zayn
- Nasceu mais bonita que você.- Da lingua pra ele.- Já e sou lindo.- Da de ombros
- Vish! O espelho mente Justin.- Gargalha
- Deve ser por isso que você vive na frente dele.- Ri
- Não preciso de espelho pra dizer que sou bonito, já tenho pessoas para me dizerem isso.- Da de ombros.- E fiquei sabendo que até a sua namorada me achava bonito.- Pisca pra ele
- Se for por dizerem ser bonito, também tenho pessoas que dizem isso de mim.- Da de ombros.- Sua namorada também me achava bonito. E? Isso não interfere
- Não acredito que vão discutir por isso.- Gargalho
- As revistas dizem isso, agora você? O Problemático.- Ri
- E você o maconheiro que come a bunda dos companheiros de banda.- Gargalha 
- Chega né.- Murmuro
- Não acredito que vão discutir por isso.- Gargalha
- E você que adora os negões, duvido se você não da pra eles.- Gargalha
- Se continuarem discutindo eu juro que levanto dessa cama e tiro os dois daqui
- Não não.  Dessa Bundinha aqui só sai merda, não entra nada.- Ri.- Já da sua, deve ser arrombada de tanto que comem essa Bundinha de pombo.- Gargalha.- OK Amor, parei 
- Chega Zayn, não reponde.- Falo séria
- Bieber você com essa cara ai de viado que da o cu pros negões, só anda do lado deles.- Gargalha
- Eu já falei pra parar.- Falo irritada.- Parecem duas crianças
- Ele que começou.- Murmura o Justin.- Só por isso, quando você tiver filhos. Vão nascer todos feios, com orelha de dumbo igual a sua.
- Justin.- O repreende.- Não serei obrigada atirar os dois daqui não é ?.- Revira os olhos.- Eles são sempre assim Brenda?.- Pergunta encarando
- Hoje estão piores.- Murmuro.- Se acordarem a Sophie, vão ter que se virar pra fazê-la dormir.- Os encaro séria
- É só cantar pra ela,ela adora minha voz.- Fala rindo
- Convencido.- Revira os olhos
- Não posso fazer nada se minha voz causa esse efeito até na minha filha.- Ri
- Não sei quem é pior.- Murmuro
- Saiem os dois do quarto.- Fala a Nathy seria
- Por que ? Eu fico quieto.- Mumura o Zayn
- Vou ficar quieto, prometo.- Fala balançando a Sophie em seu braço
- Eu quero segurá-la.- Falo o olhando
- Só se disser que sou lindo.- Gargalha
-Nada disso.- Diz o Zayn serio 
- Da logo a Sophie pra ela Justin, não quero vocês discutindo de novo, me da dor de cabeça
- Primeiro diz que sou lindo
- Me dá logo essa menina.- Murmuro.
- Toma.- Gargalha e a me da com cuidado.- Agora fala que sou lindo.- Fala no meu ouvido me fazendo rir
- OK cunhado lindo agora senta.- Falo baixo e Gargalho em seguida, logo voltando minha atenção pra aquela menininha adorável nos meus braços. Ela é tão fofa, isso me faz pensar no meu filho. Será que com ele seria assim? Eu o veria assim? Acho que não posso fazer isso, nunca tê-lo em meus braços como ela. Beijo sua testa, ela é realmente fofa, se fosse maior estaria a apertando agora
- Não acredito que disse isso.- Diz emburrado se sentando no sofá
- Ai amor para de drama.- Ri pelo nariz
- Para de drama? Você deu a ele o que ele queria.- Revira os olhos
- Também faço isso com você então não reclame.- Murmuro
- Não posso fazer nada se sua namodada me acha lindo.- Gargalha
- Ai.- Revira os olhos
- Nathy sua filha é uma Fofura.- Sorrio fazendo carinho em seu rosto
- Eu sei. Obrigada.- Ri
- Nada.- Ri
- Depois quero segurá-la.- Diz o Zayn
- Tudo bem.- Ri.- Então, eles te disseram algo? Se vai conseguir lembrar das coisas?
- Disseram que é passageira e em alguns dias eu recuperarei a memória
- Que bom.- Sorrio.- É muito ruim ter uma melhor amiga com amnésia.- Gargalho. - Amor vem pegá-la, daqui a pouco teremos que ir pra Pattie entrar com as crianças
- Ok.- Sorri e se levanta e pega a soph com cuidado dos meus braços
- Imagino.- Ri
- Que pena que fez uma cesariana, pensei que conseguiriamos ir à festa do Bruno.- Murmuro
- Festa do Bruno ? Quem é Bruno ? E quando será essa festa? Talvez da pra mim ir
- Bruno é um carinha que eu peguei quando mais nova, você pegou e agora nossa amiga Rafaela o quer.- Gargalho.- Ele é um dos mais gostosos da escola, onde estudavamos quando morávamos no Brasil
- É? Bom saber.- Morde os lábios maliciosa
- Está de brincadeira né?.- A olha sério
- Depois falamos sobre isos Nathy.- Gargalho
- Não. Bem melhor.- Ri
- Vou te dizer depois as coisas que você fazia.- Ri.- Tambem te contar sobre nossos outros amigos e como era a escola
- Não pode ser agora? Meninos você pode nos dá licença ?
- É muita coisa.- Ri.- Teremos todas as férias pra eu te contar tudo e te ajudar a lembrar. Agora temos que ir, sua sogra quer te ver.- Falo rindo.
- Tudo bem.- Murmura.- Tchau, até amanhã.- Da um meio sorriso


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